De todas as atividades voltadas às pessoas com deficiências, apenas 4% é relacionado à arte e cultura. O Projeto Solyra acontece desde 2017 e vem se destacando por levar gratuitamente artistas locais para se apresentarem em escolas de educação especial de Curitiba para mais de 1.500 alunos com deficiências toda semana.

 

O SoLyra leva música e arte para escolas que atendem pessoas com necessidades especiais. Foi criado em 2017 pelas cantoras Jordana Soletti e Amanda Lyra, que é cadeirante. A cada semana, um artista diferente visita cada uma das escolas que o projeto atende, somando hoje 10 apresentações semanais.

 

Ao todo, são mais de mil e quinhentos estudantes com deficiências beneficiados semanalmente. Além das apresentações nas escolas, o Projeto Solyra promove eventos voltados para a pessoa com deficiência e eventos em bares e casas noturnas onde a venda dos ingressos é revertida em brinquedos e doces doados nas escolas carentes.

 

O Solyra também entra em conjunto com a Associação Reviver Down, levando toda quinta-feira uma oficina de música para jovens com síndrome de Down e também participando de eventos voltados à capacitação desses jovens para ingressarem no mercado de trabalho.

 

Em 2019 o Projeto Solyra promoveu a primeira Balada Inclusiva, levando mais de 300 alunos para a casa de shows Claymore Highway Bar para curtir a tarde ao som da Banda Delorean na semana da criança, também entregou quase 1.500 kits de doces para os alunos das escolas especiais e para os alunos carentes da Escola Heráclito Fontoura Sobral Pinto. E uma das idealizadoras, Amanda Lyra, foi convidada pelo governador Ratinho Jr, . para solenidade de assinatura da portaria que prorroga a isenção de transporte para a pessoa com deficiência, como representante de artistas com deficiência e instituições voltadas à causa.

 

Em 2018, o Solyra, foi um dos vencedores do Prêmio Viva Inclusão que aconteceu no dia 03 de Dezembro, que é o Dia Internacional da Pessoa com Deficiêcia, no Palácio 29 de Março, sede da Prefeitura de Curitiba. Na solenidade, foi exibido o vídeo produzido pela secretaria de comunicação na Escola Especial Tomaz Edison, uma das instituições onde o Projeto Solyra atua  semanalmente levando música e arte. O Solyra também promoveu o evento Solyra Solidário onde arrecadou doações e verba que proporcionou a entrega de  900 kits de doces na Escola Heráclito Fontoura Sobral Pinto e 600 brinquedos na Escola CEI Belmiro Cesar em Curitiba.

 

Em 2017 realizou em parceria com a Prefeitura de Curitiba, Fundação Cultural e Departamento dos Direitos da Pessoa com deficiência o Evento #MudandoOmundo na Praça da Espanha onde levou mais de 50 artistas que se apresentaram das 9h às 17h. Em 2018 promoveu uma tarde com 5 bandas no Evento em Comemoração à Semana no Autismo no Parque Barigui em apoio à UPPA (União dos Pais pelo Autismo).

 

 

Impacto

Além de democratizar o acesso à cultura, o projeto SoLyra também inspirou pessoas com deficiências à buscarem seus sonhos, trabalharem sua própria musicalidade, além de terem a representatividade de uma mulher artista e com deficiência. São diversas histórias de alunos foram influenciados pelo projeto.

Segundo a especialista em Educação Especial Inclusiva Marilei Remar, que acompanha a trajetória do Solyra, a musicalidade é como uma terapia, o rendimento melhora e os dias ficam mais agradáveis, alegres e divertidos, não só para os alunos mas também para os funcionários da escola que compartilham com eles o momento de descontração. Muitas vezes a rotina das escolas especiais traz complicações, crises e até o luto da perda de alunos. O projeto Solyra através da música ajuda a amenizar a dor e alegrar todos os envolvidos. Outro fator importante é a conscientização dos voluntários sobre inclusão, acessibilidade e até sobre os tipos de deficiências, síndromes e transtornos. Desmitificando e desconstruindo velhos preconceitos, o Projeto Solyra muda o Mundo toda vez que faz uma ação dentro ou fora das escolas e também no universo digital, onde compartilham as fotos e vídeos das apresentações e dos próprios alunos cantando, dançando e até compondo, inspirando cada dia mais pessoas à serem voluntárias e mostrando que deficiência não é sinônimo de incapacidade

 

Como surgiu:

Em setembro de 2016, Amanda sofreu um acidente e como é portadora de Atrofia Muscular Espinhal, acabou adiantando sua ida para a cadeira de rodas.

 

Infelizmente muitos dos bares não possuem acessibilidade e sem ter força nos braços o suficiente para se transportar, necessita de ajuda constante. A impossibilidade de voltar ativamente na cena musical deixou sua amiga Jordana Soletti muito chateada e as duas resolveram agir! Foram atrás da prefeitura de Curitiba para organizarem um evento onde os artistas deficientes se apresentem com uma estrutura digna e acessível.

 

Durante a organização, surgiu o Projeto Solyra, que tem o intuito de levar arte com acessibilidade para crianças e adultos com vários tipos de deficiência, da motora à intelectual. O projeto convida artistas de todos os meios a se apresentarem gratuitamente em instituições especializadas, em Curitiba

 

A ação tem despertado a sensação de mudar o mundo através da superação, da arte e do amor ao próximo.

 

“É muito difícil para algumas famílias levarem as crianças ou adultos que tem uma deficiência mais severa para curtirem shows e apresentações artísticas. Então toda semana levamos um artista diferente para se apresentar nas instituições que já são parceiras. É sem dúvida o maior presente da minha vida, o que eu quero fazer pra sempre. Vamos sempre lutar para que as limitações físicas e intelectuais não impeçam de sentirem o poder da música, do teatro, da arte”. – Amanda Lyra (trecho da entrevista para o jornal Folha da Mulher)

PROJETO SOLYRA

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